Esse é o blog de Publicidade e Propaganda feito por alunos do Primeiro Período de 2006 do curso de Comunicação Social da UFMG. Nossa intenção nesse espaço é fazer uma análise da publicidade na prática, apresentando as campanhas publicitárias em diferentes contextos e, dessa forma, compreender como elas influenciam a sociedade. A pesquisa dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelas turmas anteriores, que procuraram explicar os bastidores da publicidade. Nós iremos discutir aquilo que é apresentado ao público, independente do veículo, afim de que nossos visitantes percebam o quanto a propaganda está inserida em suas vidas, ao mesmo tempo em que nosso grupo aprende mais sobre esse universo.


Equipe:

Jenifer, Leandro, Leonardo, Lucas Galvão, Luiz Otávio, Luíza Antunes, Luiza Glória, Luiza Lages, Lygia

Histórico:

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- 18/06/2006 a 24/06/2006
- 11/06/2006 a 17/06/2006
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- 21/05/2006 a 27/05/2006
- 14/05/2006 a 20/05/2006
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Entrevista com Cristiana Guerra, Diretora de Criação da Solution

 Por Leandro Gusmão

 

Cristiana Guerra se formou na UFMG em abril de 1992, (teria se teria se formado em dezembro de 1991, mas uma greve atrasou sua graduação).

 

Trabalha desde 1992 como redatora publicitária, tendo iniciado em pequenas agências (Sorte Propaganda, Grupo Z, Bente Altas, ABC Comunicação). Depois cresceu bastante na Sofia Propaganda, onde ficou seis anos e onde finalmente considera ter se tornado uma profissional de verdade. Depois da Sofia, trabalhou por cinco anos na Lápis Raro, onde ganhou prêmios importantes e atingiu uma maior visibilidade no mercado. Agora, no início de 2006, assumiu o cargo de Diretora de Criação na Solution.

 

 

ENTREVISTA

 

Ultimamente, tem-se notado uma grande abertura no leque de atuação do profissional que trabalha na área de comunicação. Quais são as possibilidades de atuação do profissional de publicidade?

Acho que o profissional de publicidade tem que ser chamado de profissional de comunicação, uma coisa mais abrangente mesmo. Acima de tudo trabalhamos pelo sucesso das marcas do cliente, e isso envolve um grande conhecimento de marketing e das ferramentas de comunicação e promoção, como um todo. Um profissional de comunicação pode trabalhar dentro de agência (como planejamento, atendimento, mídia, produtor gráfico, RTVC (produtor de mídia eletrônica), operações, finalizador, diretor de arte, redator, webdesigner, redator de web) ou em produtoras de vídeo e áudio, empresas de promoção, gráficas, empresas de outdoor ou mídia exterior. Ou pode trabalhar também dentro de uma empresa, responsável pela comunicação dessa empresa e pela relação da empresa com a agência que cuida de sua comunicação.

 

O mercado publicitário é receptivo aos novos profissionais ou estes encontram alguma dificuldade de se estabelecer? Como é esta situação em Minas Gerais especificamente?

O mercado recebe profissionais talentosos que façam diferença com seu trabalho. Mas o mercado é restrito, apertado, e o número de profissionais que se formam com certeza não tem como ser absorvido. É uma pena. Publicidade é uma profissão que entrou na moda, mesmo sendo muito difícil e sacrificante.

 

Em se tratando de remuneração, o publicitário é um profissional bem valorizado, ou o mercado não comporta a quantidade de profissionais existentes? Quanto ganha em média um profissional publicitário em Minas Gerais?

A grosso modo, um bom profissional, com dez anos de experiência, ganha de 3 a 6 mil reais. E os salários não passam muito disso. Acho que somos mal remunerados em relação ao esforço que temos que oferecer em troca. Mas as verbas estão ficando cada vez menores, ainda mais depois do episódio Marcos Valério. É lamentável, porque centenas de profissionais competentes e éticos ficaram sem emprego e acabaram desvalorizados, jogando ainda mais para baixo os níveis salariais. Além do mais, não podemos mais ficar dependentes das verbas de campanhas governamentais. Aqui na Solution, por exemplo, só temos contas privadas. E as verbas de empresas privadas são menores, mais contidas. Em compensação, agências assim não ficam sujeitas ao vai-e-vem das concorrências públicas, em que se perde ou se ganha uma conta milionária num piscar de olhos – e assim, contrata-se e demite-se com a mesma facilidade, geralmente por salários altos, gerando quedas ainda mais traumáticas no padrão de vida dos novos desempregados.



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Continuação da Entrevista com Cristiana Guerra

 

A função da publicidade, ao menos em se tratando da teoria, está em informar o consumidor as qualidades do produto para, desta forma, induzir o público à compra. No entanto, podemos observar que as propagandas atuais quase não se preocupam com esse caráter informativo e que os anúncios parecem, muitas das vezes, chamar mais atenção para si que para o produto anunciado. Qual é, em sua opinião, a verdadeira função da publicidade no contexto capitalista?

Vivemos em um mundo em que os produtos são basicamente os mesmos. São as marcas que diferenciam os produtos. Por isso vivemos a era da comunicação das marcas, ou seja, da comunicação que quer tocar o coração das pessoas. Por isso as campanhas são cada vez mais divertidas, diferenciadas, inusitadas. A concorrência é grande, não apenas pela atenção, mas pela EMOÇÃO de quem vê as campanhas. A decisão de compra do consumidor pode ter uma parte racional, mas é o coração que decide. Isso já está provado. Então a publicidade, hoje, ou melhor, a comunicação como um todo, não tem mais a função simples de informar. O consumidor já é suficientemente informado sobre produtos, funcionamento, necessidade, etc. A comunicação tem a missão de encantar. Encantar e gerar uma relação afetiva do consumidor com a marca. Sugestão: ler o livro LOVE MARKS.

 

Continuando neste mesmo contexto, onde o status é fator de maior importância, será que foi o consumidor que mudou e hoje prefere um anúncio artístico à um anúncio informativo?

Esta pergunta está respondida na resposta anterior.

 

O desenvolvimento tecnológico e o surgimento de novas mídias têm possibilitado um maior fluxo de informação. De que forma as novas tecnologias influenciam ou se adaptam à publicidade?

As novas tecnologias trouxeram um fator que está revolucionando a comunicação: a interatividade. Mas nem tem como falar disso, de tão amplo que é o assunto. A internet revolucionou a relação do consumidor com as marcas. Hoje a comunicação não é só do produto para o consumidor, mas muitas vezes o movimento é do consumidor para o produto, para a marca. O consumidor gosta de se relacionar com uma marca, desde que o relacionamento com ela seja inteligente, estimulante.

 

De que forma você acha que a publicidade e a propaganda influenciam na sociedade?

De toda forma. Nossa responsabilidade é enorme. Vivemos num mundo em que as marcas entram em nossas vidas. O sistema capitalista nos engole, infelizmente. Não é responsabilidade apenas da publicidade, mas do sistema em que vivemos, como um todo.

   

 

A formação recebida na universidade foi suficiente para um bom preparo para o mercado? Se não, de que forma buscou complementá-la?

Não. A formação da universidade é muito mais para a pessoa do que para a profissional. 80% do que aprendi foi nos estágios em agências de comunicação, nos anos de trabalho como redatora. E continuo aprendendo todos os dias. Aliás, tem dia que acordo e acho que não sei nada. Ainda mais num mundo que muda a cada instante.



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Paladinos da Verdade x Promotores da Mentira

 

A velha discussão filosófica dos papéis do Jornalismo e da Publicidade

 

Entrevista            Em entrevista ao caderno Aliás do Estado de S. Paulo, em agosto de 2005, Millôr Fernandes dá uma série de declarações polêmicas, entre elas uma falando a respeito do envolvimento dos publicitários Marcos Valério e Duda Mendonça nos escândalos políticos do Planalto. Millôr vai além de um simples comentário pessoal em relação aos dois, e critica a própria publicidade em si:

  

“O jornalismo é uma profissão cujo objetivo "filosófico" é trazer à tona certas coisas que as pessoas não sabem. Tem um compromisso com a verdade. Agora, qual é o objetivo "filosófico" da publicidade? A mentira. É mentir sobre o sabonete, a maionese, a margarina, o político. Fazer anúncio sobre seguro médico é uma ofensa. Fico envergonhado ao ver que os bancos estão tomando dinheiro dos velhinhos e os atores da Globo anunciam isso. Os velhinhos pegam o dinheiro e pagam juro antecipado! É uma indecência. E por que o Estado tem de fazer publicidade? O que o Ministério da Saúde precisa é divulgar o calendário das vacinas, coisas assim. Não tenho respeito pela publicidade. Os caras ficam aí se gabando de que sabem fazer slogans e passam anos para criar coisas como "Coca-cola. É isso aí". De quantos slogans precisam? Faço dez agora.”

 

Millôr Fernandes, jornalista, escritor, dramaturgo, ilustrador e requintado tradutor dos clássicos, em entrevista ao Estado de S. Paulo.

(Clique aqui e veja esta entrevista na íntegra)

 

            Esta declaração causou polêmica entre os profissionais publicitários, que se evidenciou em um artigo escrito por Cássio Zanatta, diretor de criação da agência AlmapBBDO rebatendo as críticas feitas e levantando novas discussões.

            Seriam os publicitários profissionais “mesquinhos”, que têm como principal objetivo mentir a respeito dos produtos, enganar os consumidores e persuadi-los a comprar seus produtos? Tem sido mesmo a verdade o principal objeto de defesa dos jornalistas? Quem tem maior responsabilidade na criação da falsa imagem dos políticos atuais, as agências de publicidade ou os jornais?

            Estas e outras questões controversas são apresentadas e discutidas com bastante veemência pelo publicitário no artigo abaixo, que foi publicado pelo Clube de Criação de São Paulo (http://www.ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=18357)



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(continuação)

Sobre Millôr e a (falta de) ética na publicidade

 

            “Paulo Francis já escreveu que quem não é jornalista e fica escrevendo para a imprensa não bate bem da cabeça. Mas pela primeira vez vou cometer essa insanidade e acho que por um motivo justo. Na edição de 21 de agosto, o Estado de S.Paulo trouxe no caderno Aliás uma excelente entrevista com Millôr Fernandes. Lá estavam seu raciocínio rápido, seu imenso talento e sua justa indignação com tudo o que está acontecendo nos esgotos de Brasília.

Mas, eis que perguntado sobre o envolvimento do publicitário Marcos Valério nos esquemas de corrupção que assolam o Planalto, o indignado Millôr fuzilou: “Não é por acaso. O jornalismo é uma profissão cujo objetivo filosófico é trazer à tona coisas que as pessoas não sabem. Tem um compromisso com a verdade. Agora, qual o objetivo filosófico da publicidade? A mentira. É mentir sobre o sabonete, a maionese, a margarina, o político”. E mais para a frente, conclui: “Não tenho respeito pela publicidade”. Doeu. Ainda mais vindo de um homem da integridade do Millôr. Mas considero tais colocações ofensivas e explico porque.

Primeiro, como em toda profissão, há profissionais e profissionais. O fato de que colegas, por mais holofotes que os cerquem, tenham faltado com a ética não é motivo para generalizações. Sou diretor de criação de uma das maiores, mais sérias, respeitadas e as mais premiadas agências do país, a AlmapBBDO. Que, entre inúmeras qualidades, se dá o direito de não trabalhar com nenhuma conta de governo, nem de fazer campanha para nenhum candidato.

Claro que a publicidade tem defeitos – citaria um dos mais graves o excesso de outdoors e backlights que infestam as ruas das grandes cidades. Mas entendo que, ao posicionar o jornalismo como paladino da verdade e a publicidade como promotora da mentira, Millôr está sendo maniqueísta. Primeiro, quem possibilita ao jornalismo ser independente, imparcial, apurador, de não depender de verbas públicas nem de favores de quem quer que seja para praticar sua independência é justamente a publicidade.

Ou sejamos mais diretos: a principal fonte pagadora do salário do jornalista é a publicidade, que sustenta o jornal, a revista, a televisão, o rádio. Sem a publicidade, não haveria imprensa livre, como bem apregoa Roberto Civita, dono da revista que paga Millôr por publicar seus brilhantes artigos. Portanto, tenha sim, Millôr, respeito pela publicidade.

Sobre qual o objetivo filosófico da publicidade, é muito simples: a publicidade existe para anunciar, promover e vender os produtos que anuncia. Filosoficamente, funciona na mesma esfera do feirante que anuncia tomates maduros e do balconista da padaria que anuncia as qualidades da sua empadinha. E isso pode ser perfeitamente feito sem mentir, dignamente, como atesta o trabalho de nossa agência. Não somos artistas. Somos, de fato e com muito orgulho, vendedores de sabonetes e margarinas e, na minha opinião, não deveríamos ser de políticos. Ah, sim, também somos vendedores de livros. A Almap tem o orgulho de ter em sua carteira de clientes a Companhia das Letras e de já ter anunciado diversos autores.

Não sejamos tão simplistas. Como não me orgulho da atitude de certos colegas, Millôr certamente deve questionar seus pares que trabalham em órgãos de imprensa controlados por políticos poderosos, que manipulam a informação de acordo com suas conveniências, contribuindo assim para a perpetuação de seus patrões no poder.

Pergunte a um político do que ele prefere ser proprietário: de uma agência de publicidade ou de um jornal? Ousaria dizer que o jornalismo foi muito mais responsável, por exemplo, em criar a imagem de Lula do que a publicidade. Como já havia feito com Collor e FHC. Nesse raciocínio, ainda, imagino o desprezo que Millôr deve sentir pelos milhares de colegas jornalistas que trabalham em assessorias de imprensa, que recebem um justo salário para, com seu talento, promover pessoas e empresas.

Mas voltemos à entrevista. “Os caras ficam aí se gabando de que sabem fazer slogans e passam anos para criar coisas como Coca-Cola é isso aí. De quantos slogans precisam? Faço dez agora”. Péra aí. Mas então eu começo a entender: parece que Millôr é contra a publicidade ruim, banal, que infelizmente é maioria. Ou talvez seja contra os publicitários “ficarem se gabando”. Convenhamos: de fato, muito espaço é inutilmente gasto para a autopromoção de publicitários. Ocupamos páginas de Caras demais e Exame de menos.

Enfim, gostaria de acreditar que tal generalização tenha sido mais fruto de uma indignação atropelada do que de um raciocínio coerente. Não sou defensor de minha classe nem tenho procuração para isso. Só resolvi escrever porque, ao terminar de ler a entrevista, olhei para meus filhos Pedro e Maria brincando na sala, e pensei no que um dia eles pudessem pensar de mim."

 

Cássio Zanatta, em 13 de setembro de 2005



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Entrevista com Guilherme Lemos Tavares, 23 anos, sócio proprietário da Zoo Comunicação

 Por Luiza Ramos

 

Guilherme Lemos Tavares é graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH) em dezembro de 2004.

A Zoo Comunicação surgiu através de um projeto entre André de Senna e Guilherme Lemos, um ano e meio atrás. Ambos eram estagiários na mesma agência e resolveram abrir a própria empresa em Novembro de 2004. A empresa funciona na Rua Tomé de Souza, 860, sl 903 na Savassi e é composta por Guilherme Lemos (Sócio Proprietário e Diretor de Criação), Andre de Senna (Sócio Proprietário e Diretor de Contas), Isabela (Atendimento) e Rafael Almeida (Estagiário de Programação e Web).

 

Entrevista

 

1- A Zoo Comunicação realiza quais tipos de trabalho publicitário?

A Zoo Comunicação realiza todos os tipos de trabalhos publicitários. Elaboramos e desenvolvemos campanhas publicitárias, websites e diversos tipos de material eletrônico.

 

2- Qual a faixa de clientes que a Zoo procura? Como é o relacionameto com os clientes durante o processo de produção?

Existem agências especializadas em ramos específicos. A Zoo Comunicação, por ser uma empresa de pequeno porte e nova no mercado, atende diversos ramos e mercados. O relacionamento entre agência / cliente sempre tende a ser o mais favorável possível. Seguimos um organograma um pouco diferenciado, já que muitas vezes, é necessário levar uma boneca para o cliente nas primeiras reuniões.

 

3- Como faz para divulgá-la?

A Zoo Comunicação é uma empresa que respeita a privacidade das outras empresas, não achamos correto fazer ligações a procura de trabalhos. O que sempre divulgou a Zoo Comunicação é o seu trabalho com qualidade, rapidez e o preço. Achamos que com estas características, os clientes chegam até a Zoo Comunicação através de contatos com nossos clientes; é o que acontece até hoje.



- Postado por: cricriativos às 10h25
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4-  Quais as possibilidades de atuação do profissional de publicidade?

O profissional de publicidade pode atuar em diversas áreas. O mercado é muito amplo, cheio de novas oportunidades. A maior parte dos publicitários trabalha em agências, houses (agências dentro de grandes empresas), produtoras de video, produtoras de áudio, comunicação empresarial interna e externa, assessorias em partidos políticos, freelancers, marketing e até mesmo como professores.

 

5- Como é a remuneração?

A remuneração de um publicitário varia muito de acordo com o seu local de trabalho e com o tamanho da empresa em que ele trabalha.

 

6- Como você acha que a publicidade e a propaganda influenciam a sociedade?

A publicidade influencia no comportamento de todos os consumidores, ela é persuasiva e chega a criar modismos no mercado.

Ela aproveita o desejo das pessoas, transformando-o em necessidade e acarreta a aquisição de produtos.

 

7- Como as novas tecnologias se adaptam à PP?

A publicidade de hoje é 100% interligada a tecnologia. É um mercado onde o seu uso é inevitável.

 

8- De que forma essas tecnologias tem transformado o mercado?

O mercado está sendo totalmente modificado com estas novas tecnologias, antes era necessário criar cenários e personagens manualmente, hoje através da computação gráfica podemos desenvolver cenários perfeitos, pessoas perfeitas, personagens mais atrativos, entre outros. Essa tecnologia toda auxilia no desenvolvimento da confecção de um filme, peças gráficas e qualquer material publicitário.

 

9- Em sua opinião, como está o mercado para novos profissionais?

O mercado publicitário está aberto a novos profissionais, mesmo estando saturado. É uma profissão onde o profissional tem que estar a par de todas as novidades, notícias e sempre se atualizar. Quem seguir estas dicas nunca ficará sem um local para trabalho.



- Postado por: cricriativos às 10h24
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Nova onda de choque

Em tempos de economia morna, grifes fazem catálogos com tempero pornográfico

ANA CRISTINA ROSA

Há alguns meses os catálogos de várias grifes vêm apelando para imagens para lá de picantes, no limite do pornográfico. Marcas como Gucci, Versace, Calvin Klein e Sisley cruzaram a fronteira do erotismo para adotar um estilo de propaganda ainda mais ousado que o dos últimos anos. Não se trata apenas de explorar o nu. São cenas que sugerem sexo em muitas variações. Há insinuações de sexo anal, sadomasoquismo e até zoofilia, além de piadas visuais, como modelos com bananas saindo da cueca.

A indústria da moda deixou de vender glamour desde que a Calvin Klein utilizou a imagem seminua da modelo Kate Moss, nos anos 90. Na campanha, a inglesinha aparece com aquela cara de quem acabou de se esbaldar. Era o começo do estilo heroína chique, quando as manequins, magras e com olheiras, pareciam viciadas em drogas pesadíssimas. Depois veio a tendência batizada de lésbica chique, na qual a insinuação de envolvimento sexual entre mulheres dava o tom dos anúncios. Há alguns anos, passou-se a lançar mão de fotos chocantes, num movimento liderado pelo fotógrafo italiano Oliviero Toscani. Ele criou para a Benetton imagens impactantes, como as de um aidético agonizando, presidiários no corredor da morte e bebês ensangüentados.

A onda agora é sexo numa versão mais crua que o habitual. “Quando a moda está vendendo bem, todo mundo quer ser fino, bacana. Na crise, o sexo e o sexy sempre voltam”, diz o publicitário Giovanni Bianco, da agência de mesmo nome. O precursor da tendência atual foi o estilista Tom Ford, da Gucci. Há dois anos, ele ocupou páginas das principais publicações especializadas do planeta com um anúncio polêmico. Nele, a modelo brasileira Caroline Ribeiro aparecia de joelhos diante da ereção de um rapaz, realçada por uma calça justíssima.

A ousadia de Ford abriu espaço para um estilo ao qual o fotógrafo americano Terry Richardson se dedicou. Provocador e abusado, Richardson cria campanhas publicitárias de explícito teor sexual, das quais o melhor exemplo é a da italiana Sisley, uma marca do grupo Benetton. Numa delas, uma moça aparece deitada, enquanto um jorro de leite esguicha para dentro de sua boca. Donatella Versace, irmã do falecido Gianni, para vender a coleção primavera-verão desta temporada, lançou uma campanha na qual todas as fotos têm uma única modelo vestida – os outros personagens estão sempre nus ou tirando as roupas.

Por enquanto, o pornô chique está restrito a algumas grandes grifes internacionais. “Aqui essas coisas teriam impacto muito menor, porque o brasileiro convive com apelo sexual 24 horas por dia pela TV”, pondera o fotógrafo André Schilliró. Apesar disso, a publicidade pornô já começa a dar sinais de aproximação com a moda brasileira. A convite do publicitário Marcelo Sebá, da Blush Branding, Terry Richardson desembarcará no país na semana que vem para fotografar o novo catálogo da grife de moda feminina Spezzato. “Numa economia morna, é preciso chamar a atenção para vender”, argumenta Sebá.

 

Postado originalmente em 10/06/2006, excluído acidentalmente em 17/06/2006 e repostado em 23/06/2006.



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PUBLICIDADE NA COPA DO MUNDO

Por Leandro Gusmão de Menezes 

 

Um poster bem humorado criado para o banco Dexia, ensinando aos jogadores de futebol a maneira correta de tratar os patrocinadores.

 

A Copa do Mundo de 2006 na Alemanha consolidou o evento organizado pela FIFA como o maior espetáculo de mídia do planeta. Com uma audiência televisiva de mais de 5 bilhões de espectadores prevista e uma expectativa de audiência de cerca de 2,5 bilhões para a final, a Copa do Mundo é um colosso do marketing, eclipsando com facilidade o Super Bowl e as Olimpíadas. Os 64 jogos de futebol da Copa do Mundo são sem dúvida o momento em que mais pessoas estão à frente de seus televisores ou em locais públicos, transformando as transmissões pela TV dos jogos em uma audiência global massificada única. A final entre Brasil e Alemanha na Copa de 2002 foi vista por mais de 2 bilhões de telespectadores e o jogo de abertura desta Copa entre Alemanha e Costa Rica alcançou um market-share de 76% durante a transmissão na Alemanha  e o jogo Inglaterra e Paraguai obteve um market-share de 84% no Reino Unido. "A Copa do Mundo conta com duas vantagens de que nenhum outro esporte desfruta", disse Shawn Bradley, vice-presidente de operações do Bonham Group, empresa de marketing esportivo dos EUA. "É o esporte mais popular do mundo, e não podemos esquecer do fator nacionalismo." Em países cujas seleções disputarão o torneio, disse Bradley, é comum que 95% das TVs estejam sintonizadas nos jogos das equipes nacionais. Poucos eventos, de qualquer espécie, geram essa espécie de paixão.

            Certamente este fenômeno da mídia representa um aumento significativo das possibilidades de atuação dos profissionais de publicidade. As campanhas eficientes dependem diretamente de um processo criativo bem elaborado, e este envolve uma série de fatores, entre os quais se destaca o contexto regional e global e os acontecimentos importantes que influenciam as opiniões e preferências do público. Neste sentido, a Copa do Mundo a cada edição vem lançando novos produtos, consolidando marcas, impondo tendências e hábitos de consumo. A Copa constitui uma oportunidade única de vender e promover produtos de massa, e não é atoa que alguns dos principais representantes destes são patrocinadores oficiais do evento. A televisão para assistir e o gravador de DVD para guardar os jogos (Philips, Toshiba), câmeras para registrar as festas da torcida (Fujifilm), portal na Internet para ficar por dentro de tudo (Yahoo!) e uma tradicional bebida para comemorar (Coca-Cola, Budweiser).

O Alemão que terá ganhos milionários no ano da Copa, o mercado publicitário do país ficou superaquecido por causa do Mundial. As empresas locais gastarão 2,7 bilhões de euros (R$ 6,87 bilhões) em anúncios ligados ao torneio. Mas o aquecimento do mercado ocorre a nível global, segundo o diário econômico "Handelsblatt", haverá gasto de R$ 17,8 bilhões em anúncios no mundo todo. "É um investimento com retorno garantido diante das proporções que assume o evento", opina Marcus Pfeil, analista da publicação. Apesar disso, os experts em marketing do país acreditam que apenas 20% das empresas que anunciam alcançarão sucesso com os consumidores. "Entre essas companhias estarão os patrocinadores oficiais da Copa do Mundo", comenta Hartmut Zastrow, diretor da consultoria Sport und Markt. Só 15 patrocinadores oficiais e seis companhias alemãs irão pagar R$ 1,782 bilhão à Fifa pelo direito de vincular suas marcas ao Mundial.



- Postado por: cricriativos às 18h57
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 Mensagem       Cientes disto, publicitários e agências elaborar estratégias específicas para a situação, como é o caso da Coca-Cola, que como componente de sua estratégia mercadológica global, trabalha com a paixão do torcedor pelo futebol, elaborando uma ação criativa buscando ampliar o goodwill da marca através das transmissões dos jogos durante a 1ª rodada. Desde o jogo de abertura tem utilizado as placas de publicidade estática nos estádios alemães para associar seu patrocínio ao símbolo mais representativo das Seleções: suas cores, e com isso a cada jogo a empresa abre mão de seu tradicional vermelho e branco para adquirir as cores dos times que estão disputando as partidas.

 

 

 Primeiro gol do Brasil na Copa, ao fundo marca da Coca-Cola em verde e amarelo

 

"O que é atraente quanto à Copa do Mundo é o fato de que ela seja tão popular fora dos EUA", disse Tony Ponturo, vice-presidente mundial de marketing esportivo e mídia na Anheuser-Busch. "Nós vendemos a marca Budweiser em cerca de 70 países. E o evento realmente nos ajuda a promover a marca fora dos EUA." A Anheuser-Bush é um dos 15 parceiros oficiais da Copa do Mundo de 2006, na companhia de Adidas, Avaya (comunicação empresarial), Coca-Cocla, Continental, Deutsche Telekom, Emirates Airline, Fujifilm, Gillette, Hyundai, MasterCard, McDonalds, Philips, Toshiba e Yahoo! Os seis provedores oficiais são: Energie Baden-Württemberg (EnBW), OBI (materiais de construção), Hamburg-Mannheimer (seguradora), Postbank, Oddset (loteria) e Deutsche Bahn. Cada um dos parceiros está pagando entre US$ 45 milhões e US$ 50 milhões por direitos exclusivos pelo uso do nome "Copa do Mundo" em suas categorias de produto e por placas de publicidade nos estádios.

 

 

 

            A atmosfera comercial da Copa também oferece muitas oportunidades às empresas que não são patrocinadoras oficiais. O marketing de emboscada, nome aplicado a esse tipo de tática, está florescendo de novo neste ano, ainda que os patrocinadores oficiais digam que a Fifa vem se esforçando ao máximo para impedi-lo.

Em fevereiro, a Fifa conseguiu um mandado judicial que impedia o Burger King de usar imagens do troféu da Copa do Mundo em sua publicidade em Israel. A empresa também foi forçada a suspender um concurso que prometia passagens para assistir à Copa na Alemanha, privilégio reservado aos patrocinadores.

Mas alguns dos recursos de marketing utilizados são impossíveis de reprimir. A linha aérea alemã Lufthansa pintou os narizes de seus aviões de branco e preto, como se fossem bolas de futebol, embora a Emirates, de Dubai, seja a patrocinadora oficial do transporte aéreo no certame. Já a maior parte das federações nacionais de futebol têm patrocinadores próprios, e isso dá a essas empresas extra-oficiais uma chance de vincular suas marcas ao torneio. A Nike, por exemplo, patrocina oito das equipes no torneio, entre as quais Brasil e Estados Unidos. A Adidas, a despeito de seu status oficial, só patrocina seis, entre as quais a Alemanha.



- Postado por: cricriativos às 18h52
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De todos os meios em todos os meios

 

Antigamente, nas primeiras edições da Copa do Mundo, a publicidade ficava quase que restrita ao ambiente interior dos estádios. Com o desenvolvimento das transmissões de rádio, televisão e mais recentemente internet, verificamos em todos os tipos de veículo a presença de propagandas e anúncios relacionados ao evento.

Mas, apesar disto, a briga por um espaço comercial dentro dos campos ainda é grande, o que se evidencia nos altíssimos preços cobrados pelas publicidades estáticas e na briga por patrocínios milionários às seleções que disputam a copa. Uma acirrada briga ocorre então, dentro e fora de campo, entre os fornecedores Nike, Puma e Adidas.

A Adidas, por ser a patrocinadora oficial, está gastando muito mais do que suas adversárias para divulgar sua marca no evento. É a única marca esportiva a aparecer nas placas de publicidade dos campos e veicular campanhas na TV, e também a fabricante da bola oficial do mundial, chamada Teamgeist. A empresa alemã de material esportivo desembolsou R$ 114,6 milhões pela licença da Fifa. Além disso, gastará outro tanto na comercialização de produtos ligados ao Mundial.

 

 

Teamgeist, a bola oficial da Copa do Mundo.

 

Mesmo assim, a maioria das pessoas continua achando que a Nike patrocina a Copa do Mundo, porque eles simplesmente conseguem se apropriar da filosofia "futebol" como ninguém, priorizando o uso da web para associar sua marca ao mundial, e também investindo alto em patrocínios individuais a jogadores e caríssimos comerciais de televisão. Desde o início do ano, estamos sendo bombardeados com vídeos do Ronaldinho e outros craques, e espalhamos essa novidade para toda nossa lista de contatos. Mas de tudo o que a Nike está fazendo, vale destacar duas. Primeiro sua estratégia para aproveitar o fenômeno das redes sociais: Joga.com, site parecido com o Orkut direcionado especificamente ao futebol. Mas hoje a internet - além de rede social - também é entretenimento, e na forma de vídeo. Para abocanhar esse outro pedaço, a Nike lançou em abril a Joga TV. Dirigidos por Mark Hoffmann, os filmes mostram os bastidores de uma TV que possuem apenas uma mensagem: Joga bonito, em bom português mesmo, pro mundo todo lembrar de onde vem o bom futebol.

 

Joga.com, site criado pela Nike em conjunto com a Google, semelhante ao Orkut porém mais completo e direcionado ao futebol

 

A Puma corre por fora, mas consegue ser extremamente simpática e mobilizadora ao se posicionar como patrocinadora do continente africano. Das 32 seleções que vão participar da copa, 12 são patrocinadas pela Puma. É a empresa que mais seleções patrocina, dentre elas a Itália. A Nike patrocina 8 seleções e a Adidas 6. Entre as seleções que apóia, a italiana é vista como a única com chance de chegar à final. A Azzura foi escolhida pelo fato de ser um dos principais berços da moda. Dos outros 11 times patrocinados pela Puma, cinco são da África, uma tentativa de imprimir à marca um certo exotismo - outro importante elemento do mundo fashion. A bem-sucedida estratégia de mesclar moda e esporte é exatamente o que diferencia a Puma dos concorrentes.

 

 

Camisas das 12 seleções patrocinadas pela Puma (Angola, Arábia Saudita, Costa do Marfim, Gana, Irã, Itália, Paraguai, Polônia, República Tcheca, Suíça, Togo, Tunísia)



- Postado por: cricriativos às 18h52
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             Mas como já foi dito, o interesse na Copa do Mundo não fica restrito apenas a empresas esportivas. Marcas de todos os ramos buscam atingir o público com estratégias relacionadas ao torneio, algumas chegam a ficar curiosas, dada a criatividade nas associações (às vezes inimagináveis) feitas através das campanhas publicitárias. Depois de um bombardeio da imprensa com a novela "Ronaldo e as bolhas", nada mais natural que alguma agência tire proveito da situação e crie um anúncio de oportunidade, ainda mais depois da declaração do médico da seleção: "A bolha está cicatrizando. Vai formando uma pele e a gente protege com Band-Aid". É como dar um doce para uma criança fazer a festa.

 

 

E foi o que a Mccann fez para o seu cliente neste anúncio de revista. O título diz: “Se depender de nós, vai ter até gol de calcanhar”.

 

            E a criatividade não se restringe à mídia impressa, invade prédios, ruas e avenidas em outdoors como este criado para a campanha da Adidas, causando grande impacto aos que chegam ao aeroporto de Munique para assistir a Copa:

 

 "Ponte" do goleiro Oliver Kahn que atravessa a rodovia de acesso ao aeroporto de Munique, cidade sede do jogo de abertura da Copa 2006.

 

            Quem inovou também foi a Skol, que utilizou muito bem os recursos da Internet em seu advergame Skol Copa, que segue a pirâmide futebol, mulher e cerveja (não necessariamente nesta ordem). É uma disputa de pênalti onde o jogador escolhe entre uma loira e uma morena para chutar a bola. A cada gol, elas comemoram de um jeito diferente. E como essas coisas não se escondem, você pode fazer download e enviar cada comemoração das garotas para os amigos. Quem se cadastrar no site, pode entrar para o ranking e concorrer a 6 iPods. Ganham os três jogadores que fizerem mais pontos durante um dia inteiro e os três que fizerem mais pontos jogando durante vários dias.

 

Advergame criado para a Skol – www.skolcopa.com.br

 

            Mas com certeza as campanhas de maior impacto sobre a população são as televisivas, e mais uma vez não faltaram boas idéias e estratégias das empresas em conquistar o público. Jogadores fazendo malabarismos com a bola,  troféus batendo uma bolinha escondido do vigia, pessoas falando ao telefone como se fossem narradores de futebol. Entretanto, nenhuma causou tanta surpresa quanto esta propaganda do Guaraná Antarctica, que mostra um velho conhecido argentino vestindo a camisa da seleção em um pesadelo (ou sonho, dependendo do ponto de vista). Certamente ninguém esperava ver Diego Maradona vestindo a amarelinha e cantando o hino nacional, e poucos perdem a oportunidade de assistir novamente a cada vez que o comercial é repetido.



- Postado por: cricriativos às 18h52
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Astros nos campos e nas agências

 

No país do futebol, sobretudo em época de Copa do Mundo, jogador da Seleção é rei. Sabendo disso, os publicitários transformam os craques em garotos- propaganda, que passam a anunciar de tênis a telefone celular, de desodorante a picolé. É possível ver o rosto dos atletas da seleção brasileira na televisão, outdoors, Internet, pôsteres publicitários e até em garrafas de refrigerante, e ouvi-los em campanhas nas rádios. "Eu procuro vincular minha imagem com marcas fortes e de credibilidade", afirmou o meia Kaká, um dos jogadores brasileiros mais procurados pelas empresas.

 

 

 

A propaganda que mais chamou a atenção neste ano foi a do banco Santander Banespa, que levou às telas de televisão e outros meios seis astros da seleção: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Cafu, Kaká e Robinho. A empresa não divulgou oficialmente quanto gastou na campanha.

 

 

 

O caso de Kaká ilustra como os astros da seleção favorita ao título estão aproveitando o momento para encher o bolso. Além do patrocínio do banco, ele teve novos trabalhos dentro dos contratos com Ambev e Giorgio Armani, segundo informações da assessoria do jogador. Em março, o meia aumentou ainda mais a divulgação de sua imagem e, mesmo sem ter muita barba, virou garoto-propaganda da Gillette.

 

 

            Ronaldo não fica atrás e tem parcerias com empresas de bebidas e telefonia. Até o auge de Ronaldinho Gaúcho, era o jogador mais visado e mais bem pago no ramo da publicidade, mas mesmo não estando em sua melhor fase, ainda mantém contratos milionários e estabelece novos com grandes empresas, graças a seu carisma e à boa imagem que conquistou entre o público brasileiro.

 

 

 

Neste Mundial, o monarca entretanto é Ronaldinho Gaúcho, eleito o melhor pela Fifa em 2004 e 2005. Dono de contratos de publicidade internacionais que chegam a 14 milhões de euros anuais, o atleta de 26 anos é o mais bem pago e o mais cobiçado da temporada, superando outros “fenômenos” dos campos e das propagandas, como Ronaldo, Beckham e Kaká.

Para a Copa do Mundo deste ano, o atacante do Barcelona é o garoto-propaganda das empresas Nike, Elma Chips, Unilever, Kibon, Texaco, Oi, Extra, Adam's e Santander. Também é o rosto que estampa o lançamento de um CD de samba - em que as músicas foram escolhidas por ele - e acaba de finalizar uma parceria para se tornar personagem de gibi da empresa de Maurício de Souza. A imagem de Ronaldinho aparece ainda nas embalagens de picolé Kibon (ganhou um produto específico e seu nome é impresso no palito), isotônicos Gatorade e brinquedos Estrela (que lançou 12 produtos, entre futebol de botão, quebra-cabeça, videogame e bonecos iguais a ele), além de figurar em vinhetas do canal a cabo infantil Cartoon Network. Há quatro anos, em 2002, o parceiro Ronaldo, do Real Madrid, era já era considerado um astro das propagandas, por ter participado de cinco campanhas publicitárias.



- Postado por: cricriativos às 18h52
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(continuação)

 

Utilizar o modelo da celebridade do momento para angariar a simpatia alheia e transferi-la ao produto é receita antiga. Especialistas da área de publicidade, munidos de pesquisas qualitativas e quantitativas com consumidores, acreditam que isso dá frutos. Se não fosse assim, dizem, não se arriscariam a gastar boas somas com uma estratégia equivocada. Apóiam-se em fatores como carisma e baixa rejeição da imagem do jogador para sustentar a decisão de contratá-lo. Em pesquisa qualitativa de um anunciante (com telespectadores com idade inferior a dez anos), o jogador não é visto como "mulherengo".

Os anunciantes não têm dúvidas quanto à estratégia de lançar mão de jogadores de futebol para avalizar seus produtos. Segundo eles, o clima de euforia gerado pela Copa estimula o consumo e a associação da imagem de um craque com o item que se quer vender é garantia de sucesso. “As campanhas materializam a adoração do brasileiro pelo futebol. É como se as marcas estivessem compartilhando com o consumidor a emoção sentida com os jogos”, esclarece Adilson Xavier, presidente da Associação Brasileira de Propaganda (ABP) e também da agência Giovanni, FCB.

Na avaliação de Eugênio Mohallem, vice-presidente de criação da agência Fallon, "é preferível, nos tempos atuais, evitar a fórmula das celebridades", diz. "Quando todo mundo faz, [o personagem] deixa de ser tão especial. Se o mesmo jogador faz diversas campanhas simultâneas, corre o risco de confundir o consumidor, que não se lembrará mais que produto ele auncia. Nesse caso, a contratação acaba sendo inócua, e a verba empregada, desperdiçada. O segredo para evitar essa dispersão, explicam os veteranos da publicidade, é criar peças com histórias convincentes em que o personagem esteja tão bem inserido que sua imagem fique “colada” ao produto.

“Tem que haver pertinência no uso do jogador, senão fica gratuito e não dá certo. O jogador não pode ser a idéia central do comercial, tem que ser a ferramenta”, ensina Álvaro Rodrigues, presidente e diretor de criação associado da Agência 3, responsável pelas propagandas da Leader Magazine, que faz alusão à Copa. “Se forem muitos comerciais, acaba havendo confusão, sim”, reitera Sérgio Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Anunciantes no Rio (ABA-Rio). “Se sou de uma empresa e vejo que a pessoa já está com a imagem muito exposta, vou analisar se vale a pena gastar tanto dinheiro ou se é melhor escolher outra pessoa. Daqui a pouco Ronaldinho Gaúcho vai estar anunciando até papelaria.”

Além disso, há um risco alto: a marca fica atrelada ao nome de um famoso, e um deslize pessoal pode causar danos à imagem do cliente." Mas para os especialistas, uma fase ruim em campo de um jogador não gera impacto negativo significativo nas vendas. Importa mais é a trajetória do atleta: afinal, se chegou onde está, é porque tem títulos no Brasil e no exterior. E a história individual de um craque não fica abalada tão facilmente. “Ele está ali na posição de símbolo do Brasil. Dependendo do produto, um mau desempenho pode até atrapalhar um pouco, mas essa influência é pequena”, avalia Adilson Xavier. “O mercado acompanha o estado de espírito do brasileiro. As pessoas ficam eufóricas com a Copa, dizem para si mesmas: eu vou ser feliz. E, com isso, compram mesmo.”

A preocupação maior na hora de investir num garoto-propaganda dos gramados se concentra na forma como ele é visto fora de campo. Não adianta o atleta ser competente, marcar gols e dar alegria aos torcedores se, na vida pessoal, sua conduta é questionável. “É preciso olhar o jogador como um todo. Se a imagem de uma empresa estiver ligada à do jogador, ele tem que se cuidar”, alerta Sérgio Azevedo.



- Postado por: cricriativos às 18h52
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A moda que rege a Publicidade e a Propaganda

 

Por Luíza Glória

 

A propaganda, por ser usada como meio de persuasão do consumidor, precisa estar constantemente se modernizando e apresentando novas idéias, a fim de se destacar em meio a tantos concorrentes. A moda é apresentar campanhas inusitadas e ousadas, algumas irônicas, provocativas, outras subliminares, engenhosas... Essa onda atinge todas as formas de exibição da propaganda, como os outdoors, traseiras de ônibus e metrôs, anúncios em impressos e na mídia eletrônica.

Um exemplo de campanhas inovadoras é a do Unibanco, que lança a segunda fase da campanha "Nem parece banco". A estratégia mantém a linha irreverente e bem-humorada da série de mensagens iniciais, tendo como objetivo reforçar a imagem de transparência da instituição financeira e consolidar o posicionamento de um banco que está sempre em evolução e em busca de se diferenciar cada vez mais em sua categoria.

  

 

"O posicionamento desafiador que o Unibanco adotou, demonstrando os tradicionais problemas do setor e oferecendo soluções inovadoras para essas questões, já mobiliza o mercado e vem impactando a estratégia de comunicação da concorrência. Os principais players do setor vêm ensaiando uma saída da linguagem tradicional de propagandas de bancos com cenas genéricas da vida cotidiana, sem falar dos problemas. E quem ganha com essa nova postura é o consumidor", afirma Marcos Caetano, diretor de pessoas e comunicação do Unibanco, em nota divulgada pela assessoria de imprensa.

O jingle diz: “parado termina com ado, com medo termina com edo, perdido termina com ido e todo banco assim termina é parecido".

 

 

Na cena seguinte, os mascotes chegam a uma agência do Unibanco e logo presenciam a grande mudança. Os arquivos vão caindo e se transformando em mesas de atendimento para os clientes, enquanto na "sala de idéias" alguém projeta a frase "jamais ser parecido" num telão. O filme termina com a locução em off: "Inovando termina com ando, se mexendo termina correndo, evoluindo termina com indo. O Unibanco não pára um momento, é um banco em movimento, ando, endo e indo, movimento é o pensamento pra jamais ser parecido. Unibanco, nem parece banco".



- Postado por: cricriativos às 19h35
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            Continuação...

            A campanha do refrigerante Sprite leva para os outdoors o que é mostrado na televisão.". Zero Açúcar. Zero Limites" é o slogan que assina o comercial, contando com efeitos de computação gráfica da Seagullsfly e trilha da Studio Hitz. O novo refrigerante gerou para a Coca-Cola um aumento de 40% a 80% nas vendas, nos mercados nos quais foi lançado. Segundo a diretora de Marketing Mônica Horcades, "Sprite Zero é uma bebida feita principalmente para jovens e adultos urbanos, ousados, que não aceitam restrições nem limites, e querem matar sua sede com o refrescante sabor do limão. Sprite Zero é uma evolução de Sprite Diet. Os produtos diet são percebidos como uma restrição alimentar. Mas as pessoas não querem restrições, querem liberdade!" Para ilustrar essa isenção de limites, o comercial mostra uma praia onde entram no mar uma mulher, dentro dos padrões estéticos atuais, seguida de um homem. Dentro da água a moça tira a parte debaixo do seu biquíni e  joga para o rapaz, ele faz como ela e ao jogar o seu calção ela o veste e sai do mar deixando-o numa situação problema. O outdoor mostra a nova marca do refrigerante, Sprite Zero, no mesmo cenário, a praia, e, jogado por cima do outdoor, confeccionados em pano e em tamanho gigante, uma peça de biquíni branco e um calção azul, como os da propaganda. Dando continuidade a idéia da Sprite,  a Doriana também inovou ao utilizar os grandes painéis urbanos, colocando movimento e efeitos especiais de “fumacinha” em seus novos outdoors.

 

            A grande tendência é abusar desse espaço, já utilizado por outros uma vez, de forma diferente, como o I-pod que estampou seu anúncio por toda a extensão de um metrô em Londres.

 

 

 



- Postado por: cricriativos às 19h35
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